Posto sem privacidade e conforto
O leitor Eduardo Nino da Silva Souza volta a cobrar do prefeito João da Costa privacidade, durante a triagem, entre os profissionais de saúde e os pacientes, na Unidade de Saúde da Vila União. “É no acolhimento, que os médicos ouvem as pessoas. Porém, no salão onde acontece o acolhimento, é um verdadeiro caldeirão, com mais de cinquenta pessoas dentro, um conversando com o outro, o barulho é grande e o calor é infernal. O paciente, que tiver um problema íntimo de saúde para relatar para o médico, fica receoso de falar para não expor a sua vida aos outros. Desde o ano passado, que a Associação dos Moradores da Vila União envia ofícios à Secretaria Municipal de Saúde do Recife solicitando a divisão do salão do acolhimento em duas salas: uma de atendimento e uma de espera climatizada, onde médicos e pacientes terão privacidade e conforto. Também pedimos ao prefeito, a construção da lixeira da unidade que, por incrível que pereça, não tem um local adequado para acondicionar o lixo não- hospitalar, “ explicou Nino.
Morador da Vila União pede a Papai Noel que convença prefeito do Recife a drenar rua
Papai noel,
Única área de lazer da Vila União, na Iputinga, está abandonada
Brinquedos estão quebrados e um matagal ocupa parte da área da Praça Nova Esperança; Emlurb promete fazer limpeza nesta semana
Da Redação do pe360graus.com
Durante o feriadão, muitas pessoas devem ter procurado um lugar para levar os filhos para brincar e devem ter enfrentado dificuldades. Foi isso o que aconteceu na Vila União, no bairro da Iputinga, no Recife.
E o problema não é de hoje. Os moradores lutam há oito anos para que a praça, batizada de Nova Esperança, na comunidade seja reformada. Tempos atrás, ela trouxe mesmo um novo astral para a comunidade da Vila União. “Era boa, o balanço era novo. Agora só tem um balanço”, lamenta Lucas Henrique, de dez anos.
O último balanço que resta é disputado pela meninada. As gangorras estão quebradas. E os equipamentos de ginástica, longe de oferecerem benefícios para a saúde dos moradores, hoje são um risco.
Pedaços quebrados, ferros expostos. O que hoje é um matagal era uma extensão da praça. Tinha escorrego com caixa de areai para as crianças não se machucarem. Tudo hoje inacessível.
“É um descaso total e um desrespeito à comunidade”, reclama o presidente da Associação dos Moradores de Vila União, Eduardo Souza. “Já enviamos ofícios à Emlurb, em abril o prefeito João da Costa esteve aqui. Entramos com ação no Ministério Público, mas a prefeitura não cumpriu com acordo feito na ocasião”.
A quadra de esportes ainda atrai atletas persistentes. Apesar do alambrado todo quebrado, das condições da barra de futebol, quando a bola bate... “Quando a gente chuta nessa trave, a barra cai”, conta Jeferson Oliveira, de 11 anos. ”O piso também é muito ruim, toda vez a gente se machuca”.
A praça é a única área de lazer da Vila União, que, de acordo com a associação dos moradores, tem 360 famílias. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) prometeu limpar, esta semana, a praça na Iputinga. Os técnicos vão fazer um levantamento da situação e só depois disso serão marcados os consertos.
Pacientes continuam sem atendimento no posto de saúde da Vila da União
Gerente da unidade informou que funcionamento está normal e equipe de quatro médicos, quatro enfermeiros e um dentista estava completa; situação foi mostrada terça
Da Redação do pe360graus.com
Na manhã desta quarta-feira (17), a reportagem do NETV 1ª Edição voltou ao posto de saúde da Vila da União, no bairro da Iputinga, zona oeste do Recife. Na última terça-feira (16), a reportagem esteve no local encontrou apenas um clínico geral para atender a toda a comunidade.
A administração do posto garantiu que a equipe médica estava completa, mas não foi o que os pacientes encontraram. “Acho isso um absurdo, a gente chega aqui de manhã cedo, perde tempo e não consegue”, reclama a dona de casa Lucimaria Alves.
A equipe não teve permissão para gravar imagens dentro do posto. A gerente da unidade se limitou apenas a informar que o funcionamento estava normal. Segundo ela, a equipe de quatro médicos, quatro enfermeiros e um dentista, que trabalham no posto, estava completa. Mas quem procurou atendimento na unidade de saúde recebeu outra notícia.
Os problemas no Posto de Saúde da Família (PSF) da Vila da União começam pelo atendimento médico. Na sala do dentista, as portas estavam fechadas, e não há ginecologista. A equipe registrou também falhas na estrutura do prédio. Em uma das salas, o teto apresentava rachaduras e a fiação elétrica estava exposta.
Há meses a dona de casa Arlete Coelho tenta uma consulta com um ginecologista, mas até agora nem atendimento clínico conseguiu. “Hoje voltei de novo para que pelo menos um clínico veja meu exame, mesmo sabendo que quem tem que avaliar esse exame é o ginecologista”.
RESPOSTA
A diretora Distrito Sanitário IV da Secretaria de Saúde do Recife, Valéria Germano, responsável pela administração do posto, informou que as dificuldades no PSF foram causadas em parte pela paralisação de alguns servidores da saúde do Recife.
“Os enfermeiros voltaram ontem, os dentistas voltam hoje, os auxiliares e técnicos continuam parados. Os médicos começam a atender a partir das 7h30, já deveriam estar no atendimento”, disse. “Quanto ao ginecologista, temos que lembrar que o perfil de atendimento dos PSFs é atenção básica. Um médico generalista pode detectar o problema ginecológico, pode atender na própria unidade ou encaminhar a outros centros”.
Segundo ela, a falta de medicação ocorre apenas no intervalo entre o fim do estoque e uma nova solicitação à Secretaria de Saúde. “Muitas vezes acaba a medicação nas farmácias e, entre o fim dos remédios e o pedido, fica um intervalo sem medicamentos, mas já estamos resolvendo isso”. Ela disse ainda que os problemas estruturais devem ser resolvidos até o dia 3 de julho.
Moradores de Vila União reclamam de outros problemas no PSF do bairro
Principal queixa é a organização e o atendimento no posto e saúde, mas gerente diz que já será normalizado; reportagem do NETV já esteve no local quatro vezes este ano
Da Redação do pe360graus.com
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Depois de muitas idas e vindas, o NETV 1ª Edição pode registrar que alguns problemas foram resolvidos no Posto de Saúde da Família (PSF) da Vila União, no bairro da Iputinga, na zona oeste do Recife. Mas os moradores do bairro continuam reclamando da organização e do atendimento.
Na manhã desta sexta-feira (7), a reportagem encontrou muita gente no posto de saúde - é dia de marcação de consultas. Alguns moradores da vizinhança reclamaram porque não conseguiram um horário para dentista. “Faz quatro meses que estou querendo obturar o dente e não consigo. E quando eu consigo, a obturação cai na mesma hora”, denuncia a dona de casa Joelma Barbosa.
A gerente da unidade de saúde, Raquel Nunes, mostrou os cartazes na porta que informam como estão distribuídas as vagas para dentistas. “Temos duas cirurgiãs-dentistas, uma estava grávida, mas já retornou ao trabalho”, afirmou. “Quanto ao abastecimento, tivemos um problema de gaze que durou 24 horas, mas já foi normalizado”.
Esta é a quarta vez que o NETV vai ao bairro. No dia 16 de junho, os moradores da Vila União mostraram as condições do prédio, precárias. A farmácia estava sem funcionar pela manhã. No dia 17, a sala do dentista estava de portas fechadas. Neste dia, a diretora do Distrito Sanitário IV da Secretaria de Saúde do Recife marcou a data em que a situação no posto estaria normalizada: 3 de julho.
No dia 22 de julho, a equipe foi conferir e encontrou o prédio restaurado, médicos e uma dentista trabalhando. Mas os moradores ainda se queixavam da farmácia. Nesta sexta, os moradores ainda tinham reclamação.
“A questão de abastecimento de medicamentos e material de curativos, se o distrito falar que tem, é mentira”, reclama Eduardo Souza, que mora na comunidade. “Falta uma simples gaze aqui no posto, as pessoas voltam para casa sem fazer os curativos”. A reportagem constatou que a farmácia já tinha medicamentos. Médicos e duas dentistas estavam atendendo a comunidade.
Absurdo dos absurdos!
Da leitora Maria da Conceição da Silva Souza, residente na Rua Nova Aliança, Quadra i, Lote 01, na Iputinga: “ Há 35 anos, tenho úlcera varicosa na perna e minha irmã, Maria das Dores da Silva Gadelha, tem úlcera varicosa há dez nas duas pernas. Fazemis curativos duas vezes por dia e somos dependentes do material de curativo, que recebemos do Posto de Saúde da Vila União, na Rua Nova Aliança, s/n, na Iputinga. Como não podemos nos locomover, fazemos os curativos em casa e, para isso, temos que mensalmente receber os materiais do posto. Mas, o posto frequentemente atrasa a entrega e tem mês que não chega e, quando chega, a quantidade, que foi indicada pela doutora Adriane, vem faltando ou vem pela metade. Estou vendo a hora ter a perna amputada pela falta de respeito da Secretaria de Saúde do Recife. Este mês, ainda não recebemos o material. Caso eu venha perder a minha perna, foi por omissão da Prefeitura do Recife, pois já denunciei na Ouvidoria de Saúde do Recife e na Ouvidoria do SUS. Agora, vou apelar para o Ministério Público de Pernambuco e para o Cremepe”.
João Paulo é o "Ronaldinho Gaúcho", diz leitor do Blog |
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Esgotos, fezes e academias
Os moradores da Rua Simonésia, na Iputinga, estão, até o pescoço, mergulhados nas fezes. Tudo acontece a partir da casa de número 5 e provocado pela obstrução dos esgotos da rua. Segundo eles, a Compesa não solucionou o problema e que se arrasta há vários meses. O Morador Eduardo Nino da Silva Souza diz que, para completar o calvário dos cidadãos da com unidade da Vila União, a estação elevatória de esgoto, também localizada na Rua Simonésia, encontra-se totalmente parada e os esgotos retornam para as casas. Sobre a nota “O que é isso?”, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o Programa Academia da Cidade encontra-se instalado em diversos espaços públicos no Recife. Inclusive, no Distrito Sanitário IV, onde conta com quatro pólos em funcionamento: Engenho do Meio, Avenida do Forte, Praça do Poeta e Avenida Beira- Rio. E que, para o biênio (2010/2011), haverá a ampliação de mais 20 pólos, sendo três na RPA IV: Praça da Várzea, Canal do Cavouco (próximo ao Bom Pastor) e Roda de Fogo.
